"Não há um milímetro do mundo que não seja saboroso" (Jean Giono)

quarta-feira

Silencio - Alejandro Sanz


...

"He visto a dos niños

Jurarse abrazados

Eternas locuras

Que sé que ningún ser humano

Se las ha enseñado

Y he visto a la vida

Volar de sus manos

He visto a dos niños mirarse a los ojos

Sentirse felices de estar amarrados"

...


Não há melhor estado da alma que aquele silêncio de criança

Que brinca com o mar, a areia, os cabelos, os dedos...

Brinca com a vida que nada lhe tira

Brinca e nada precisa de falar

Brinca de olhos fechados

Brinca com a brisa que o acorda

Brinca que é criança

e sem se aperceber cresce,

mas continua a sentir-se criança!

Hoje Apetece-me...!


Hoje apetece-me o amarelo do sol,

o azul do oceano.

Hoje apetece-me arrancar as palavras de quem insiste em calado ficar,

apetece-me rasgar sorrisos nos rostos quem se acha incapaz de mostrar a alegria.

Hoje apetece-me fugir e correr descalça na terra quente,

olhar para o céu e ser abençoada com gostas de chuva fresca na minha cara.

Hoje apetece-me gritar canções que ninguém quer ouvir,

pôr a dançar quem acredita as suas pernas não poder mexer.

Hoje apetece-me pintar de muitas cores a escuridão dos seus olhos,

atravessar o deserto de mão dada e chorar, falar, sorri, recordar.

Hoje apetece-me trazer cá as saudades longínguas,

falar a sua língua e fazê-la feliz.

Hoje apetece-me criar o amor que se espera e oferece-lo embrulhado com grande laço,

secar lágrimas e devolver vontades.

Hoje apetece-me dar tudo a quem merece e ficar sem nada,

apetece-me não existir e dar-lhes o meu lugar.


Porque o mundo, como eu o sinto, não pôde e não quero que seja só para mim...

Hoje apetece-me oferecer-vos!

Levitei

Nada me sustenta

Como se fosse vapor

Mexo-me lentamente


Entra-se num espaço

Isolado

Esqueçamos o que aconteceu

Experimentemos algo que nos

Esvazie

Leva-me!


Leva-me nas tuas asas de suave veludo
Faz-me voar e sentir o vento no meu corpo
Leva-me para onde fores, mas não me digas para onde vamos
Deixa-me fechar os olhos e ouvir o zumbido do teu voo
Abraça-me, aquece-me, faz-me sentir que sou eu o motivo da tua viagem
Que é por mim que consegues voar e que só assim consegues com que eu também voe
Leva-me hoje, mas deixa-me continuar amanha e depois de amanha
Deixa-me provar o sabor da tua vida, deixa-me ouvir o que ouves, ver o que vês e sentir como sentes

Quisiera (Juan Luis Guerra)


(…)

Quisiera que me hablaras cuando calla

so al menos ser el nudo en tu garganta

quisiera ser la silla que te aguanta

tu zafacón de besos escondidos

(…)

Quisiera, y tantas cosas más quisiera

quererte y hablarte, mi vida, quisiera yo

quisiera, y tantas cosas más quisiera

tenerte en mis brazos y amarte y prender el alba

y amasar la noche

y salir contigo disfrazado de horizonte

(…)

Ausência


Liberdade confunde-se com saudade,
Saudade com vontade.

A alegria fica tristeza
E a tristeza trás frieza.

Mi Tierra


Terra húmida com cheiro a chuva,
Saudade das tuas águas
E do teu sol que depois aquece o coração.
Terra colorida e cheia de vida,
De canções na rua e vozes de quem só é feliz assim e aí.
Quem me dera sentir o teu calor, cheira o teu odor, ouvir a tua música natural,
Ver os teus filhos, meus irmãos e abraça-los.
Sorrir contigo e em ti,
Chorar de saudades,
Não querer voltar nem querer partir.
Quem me dera sofrer a angústia das tuas dicotomias,
Não dormir de emoção e acordar com o nascer do sol.
Fazer muito com tão pouco e com tão pouco ser-se tanto.
Não é só a riqueza do teu chão, das tuas montanhas, das tuas águas e dos teus ventos que te fazem inesquecível e tão desejada,
É também a riqueza dos teus filhos, do que eles são porque assim tu os fizes-te,
É saber quando estou contigo que é a ti que eu pertenço, que não há dúvidas das razões de eu ser assim e assim sentir.

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